Quais são os nossos instintos?

15 de julho de 2017

Quais são os nossos instintos?

  

  “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”; (Gn 1.26a). 

     Aqui esta a vida do homem, os seus oito instintos que formam a lei da mente. (1º) O INSTINTO DE COMUNHÃOO homem foi criado à semelhança de Deus. Esta semelhança é espiritual, mas também é moral. Esta semelhança é uma comunhão amorável e pessoal com o ser humano por toda a Eternidade. Deus projetou o ser humano como um ser tricótomo (espírito, alma e corpo). Que possui mente, emoção e vontade, para que possa comunicar-se espontaneamente com Ele como Senhor. Adorá-lo e serví-lo com fé, lealdade e gratidão. O homem perdeu a comunhão com Deus após a entrada do pecado, mas esta comunhão foi estabelecida ao homem em Cristo Jesus. Ou seja, quem aceita a Jesus se reconcilia com Deus. (2º) O INSTINTO DE PRODUÇÃO“E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai...”; (Gn 1.28a). Produção; Ato ou atitude de produzir, criar, gerar, elaborar, realizar, frutificar. Dar frutos, produzir resultado vantajoso, dar utilidade, benefício apartir do fruto original. Deus plantou um Jardim e nele colocou o homem e deu lhe o instinto de “frutificar”. O homem foi formado para dar o “fruto” do Espírito, não para dar frutos para o mundo. Mas após a entrada do pecado o homem passou a dar “frutos” que alimentam somente a carne. O segredo da frutificação é Jesus! “Eu sou a videira, vós, as varas; Quem está em mim, e eu, nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer”; (Jo 15.5). (3º) O INSTINTO DE REPRODUÇÃO“..., e multiplicai-vos, e enchei a terra”; (Gn 1.28b). Ao homem foi dado a responsabilidade de povoar a terra, ou seja, reproduzir geneticamente e genericamente homens. 


    Dentro das leis de reprodução criadas por Deus, Ele estabeleceu um princípio imutável: “Toda semente reproduz de acordo com a sua espécie”. Ora, o  homem foi formado à imagem e semelhança de Deus, logo, reproduz-se-iam em homens e mulheres que lhe seriam semelhantes. Como a marca principal de Deus é a santidade, o homem geraria filhos igualmente santos. Conclusão: Deus coloca na essência do homem o instinto  de frutificação biológica, mas também moral e espiritual. O homem teria descendentes e estes teriam em si o caráter santo de Deus. O pecado não interrompeu a habilidade da reprodução biológica, nem mesmo a da reprodução espiritual. Mas o caráter deixou de ser santo! Como o homem foi corrompido em sua natureza pelo pecado, e cada semente produz de acordo com a sua espécie. A sua descendência traz a marca de um caráter igualmente deplorável, rebelde e distanciado de Deus“E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e chamou o seu nome Sete”; (Gn 5.3a). Nós nascemos do fruto de uma semente pecaminosa. Ainda assim ninguém viria ao mundo sem a intervenção divina, você é parte do projeto de Deus. Não importa em que condição você tenha vindo ao mundo, em Cristo você nasce de novo. No novo nascimento você começa uma nova vida em Jesus Cristo. Passa por um nascimento não biológico, mas espiritual.  “Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus”; (Jo 1.13). (4º) O INSTINTO DE DEPENDÊNCIA“..., e sujeitai-a ...”; (Gn 1.28c). Deus entregou ao homem o governo da terra. Ele diz que devemos sujeitar a terra, isto significa ser e ter a autoridade sobre a terra. Este princípio divino tem um prazo de validade que vem durando desde a criação do homem, até as bodas do Cordeiro e o Milênio. Este plano divino não será revogado até esta data. Temos que entender isto claramente, Deus deu ao homem o governo da terra. Nós somos responsáveis por ela e Deus não irá mudar seu plano se o homem governar mal, pois nós somos os governantes diretos. A palavra terra tem dois significados na Bíblia, significa tanto o planeta terra como também o próprio homem. Além de governar o planeta, devemos governar também o nosso próprio corpo.  As atitudes que o nosso corpo recebe, também estão sob o nosso governo. Não podemos esperar que Deus mova nossos braços e pernas para fazer o que ele desejar. Deus não fará isto, o governo de Deus sobre o homem é indireto, Ele apenas ensina o que devemos fazer, mas não nos força a realizar nada. Por isso Ele colocou em nós o livre arbítrio. 

     (5º) O INSTINTO DE DOMÍNIO“... e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra”; (Gn 1.28d). O homem distingue-se das demais criaturas de Deus, porque foi criado de uma maneira singular. Apenas do homem é dito que ele foi criado à imagem de Deus. Esta expressão descreve o homem na totalidade de sua existência, ele é um ser que reflete e espelha em Deus. O homem foi colocado como “senhor” da terra, para governá-la e cuidá-la. O domínio do homem sobre todas as coisas criadas é parte essencial de sua natureza. Nesse sentido, o homem imita o Seu criador, pois Deus é o Senhor soberano e absoluto exercendo domínio sobre todo o universo.  Em Jesus Cristo o homem tem domínio sobre tudo, inclusive sobre o pecado. Ou seja, o homem não pode ser dominado por situações, vícios e necessidades. (6º) O INSTINTO DE AQUISIÇÃO“E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda a árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento”; (Gn 1.29). Já sabemos que Deus dotou o homem de instintos, assim também como o fez para com os animais. Estes instintos servem para que o homem possa conviver aqui na terra. Também Deus deu ao homem faculdades espirituais para capacitá-lo a uma existência espiritual. Estes instintos que o homem possui desde o nascimento, são necessários para preservar a sua vida natural. Ao homem foi dado o instinto de adquirir. O roubo, a cobiça e o egoísmo são perversões do instinto de aquisição. (7º) O INSTINTO DE ALIMENTAÇÃOÉ o instinto que leva o homem a satisfazer a sua fome natural e física. A alimentação do corpo biológico: “E a todo o animal da terra, e a toda ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento. E assim foi”; (Gn 1.30). (8º) O INSTINTO DE PRESERVAÇÃO“Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”; (Gn 2.17). É o instinto que nos avisa dos perigos e nos capacita a cuidar de nós mesmos. Implica na proibição e no aviso. Aos animais, Deus deu somente o instinto. Mas ao homem foi elevado a dignidade de possuir o livre arbítrio e a razão, com as quais pode diciplinar-se e tornar-se dono de seu próprio destino. Somente o homem pode ter uma decisão ou resolução que só depende da sua vontade própria.

Graça & Paz.

Rev. Dr. Carlos Andrade, Th.D.