Até quando te esquecerás de mim, Senhor?

15 de dezembro de 2014

Até quando te esquecerás de mim, Senhor?



   “Até quando te esquecerás de mim, Senhor? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto? Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia? Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo? Atenta em mím, ouve-me, ó Senhor, meu Deus; alumia os meus olhos para que eu não adormeça na morte; para que o meu inimigo não diga: Prevaleci contra ele; e os meus adversários se não alegrem, vindo eu a vacilar. Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação, meu coração se alegrará. Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem”; (Sl 13.1-6). 

     Em meio as dificuldades, tribulações e sofrimentos em nossas vidas, temos as vezes a impressão de que estamos sozinhos e entregues a nós mesmos. De todos os sentimentos relacionados a psicossomática do homem. O sentimento de abandono é o mais auto na escala de porcentagem. Afinal é muito deprimente, sofrer injustiças, provações e, ainda por cima, achar que ninguém está ligando nada, isto causa em nós ansiedades profundas. Isto nos angustia. São nos momentos de dor, nas horas mais difíceis para nós que o inimigo de nossas almas nos ataca com a sua sagacidade e perspicácia. E se esforça, tentando nos convencer de que Deus tem mais o que fazer do que ficar cuidando de nós. O ínicio do texto bíblico abaixo torna-se muito realista para muitos de nós. “Até quando te esquecerás de mim, Senhor? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto?”; (Sl 13.1). Nós nos identificamos com o clamor dessa ansiedade. 
 
     Mas ao mesmo tempo o texto bíblico também é realista quando, no final reconhece a ação salvadora e restauradora do Senhor. “Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação, meu coração se alegrará. Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem”; (Sl 13.5,6). Assim como o rei Davi nós também devemos viver com a essa mesma autenticidade. Não faz sentido nós negarmos os nossos desapontamentos. Porque há horas em que parece que nós sentimos o Senhor muito distante. Tem dias que parece que Deus se esqueceu de nós, não é mesmo? Mas isto é por causa da nossa tendência natural e humana de muitas das vezes pensarmos em fracassos e derrotas. Existem apenas duas maneiras de fracassar: parar de se esforçar ou nunca tentar. É fácil estar sentado observando, o que é difícil é levantar-se e agir. Nada acontece em nossa vida sem a nossa participação! Nem mesmo milagres. Lembre-se que o derrotado somente enxerga a dificuldade no momento em que aparece a portunidade. O vitorioso consegue enxergar a oportunidade no momento em que esta em dificuldade. Existêm aqueles que se queixam do vento forte. Há também os que esperam que ele mude. E por último existem aqueles que procuram ajustar as velas do seus barco para aproveitarem o vento e seguirem em frente cruzando o oceano de suas vidas. Cada sonho que nós deixamos para trás é um pedaço do nosso futuro que deixa de existir. Uma pessoa envelhece mais rapido quando ela perde a capacidade de sonhar. E isto se torna mais preocupante quando os lamentos substituem os espaços que deveriam ser para os sonhos. A lamentação e a preocupação não ajuda em nada o momento futuro, mas seguramente e com certeza já arruínam o presente. As preocupação são os juros pagos antecipadamente, por um débito que, na maioria das vezes, nunca vem, nunca chega, nunca é cobrado. Faça algo novo, não esta dando certo, mude. Mostre para aqueles que dizem que nada poder ser feito, nunca devem interromper aqueles que estão fazendo, realizando algo. Lembre-se! Pessoas irão ti amar por aquilo que você faz. Pessoas também irão de odiar, pelo mesmo motivo. Um dos meus mestre certa vez me disse: Só existem dois dias na vida que nada pode ser feito. Um se chama ontem (passado) e o outro se chama amanhã (futuro), portanto hoje (agora) é o dia certo para algo ser feito, ou realizado"Se sinta melhor. Louve ao Senhor, pois ele nunca te deixará só. “Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de ti. Eis que, na palma das minhas mãos, te tenho gravado”; (Is 49.15,16). Deus sabe disto, por isso ele diz que nenhuma mãe pode esquecer do filho que ainda mama e se isto assim acontecer, contudo, com Ele jamais acontecerá em relação a nós. 

     Pode o mundo nos esquecer, familiares, pai e mãe, a morte tragar nosso corpos, reduzir-nos à terra, à cinza e ao pó, mas Deus jamais se esquecerá de nós. Porque nós somos filhos de Deus“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”; (Rm 8.14-16). Nada, situação alguma poderá nos afastar dos cuidados do Senhor. “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os  condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!”; (Rm 8.31-39).

Graça & Paz.
 

Rev. Dr. Carlos Andrade, Th.D.