Porque o salário do pecado é a morte?

15 de junho de 2017

Porque o salário do pecado é a morte?


“Porque o salário do pecado é a morte”; (Rm 6.23).

       Quanto à realidade da vida e morte, o homem é na Criação, o único que pensa sobre a morte. Analisemos alguns sistemas filosóficos os quais discutem o assunto sobre a definição de morte.  SEPARAÇÃO – Thanatos (gr), significa separação. A morte separa as partes materiais e imateriais do homem. CESSAÇÃO – A morte cessa a existência física do homem. ROMPIMENTO – A morte rompe as relações naturais da vida material. Não há como haver relacionamentos com as pessoas depois que elas morrem. DISTINÇÃO – A morte distingue o temporal do atemporal na vida humana. Todo homem não pode fugir do seu destino eterno: Salvação ou perdição. O dilema existencial. Todo ser humano que não conhece profundamente a Deus, e não entende o processo da salvação e da vida eterna, enfrenta a esse dilema. Não foi escolha do homem vir ao mundo, mas ele não consegue fugir à realidade do fim de sua existência. O dilema existencial resulta da realidade da morte que tem que ser enfrentada. “Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao pó tornarão”; (Ec 3.20). Existem três tipos distintos de morte: Física; espiritual e eterna. (1ª) MORTE FÍSICA – É a separação do espírito da alma e do corpo. (2ª) MORTE ESPIRITUAL – É um estado consequente da separação da comunhão com Deus. Significa estar debaixo do pecado, sob o seu domínio. O seu efeito é presente, refere-se a uma condição temporal de quem está separado da vida com Deus. 

     (3ª) MORTE ETERNA – É conhecida como a segunda morte, porque a primeira é física. “Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte”; (Ap 2.11)A morte eterna também é denominada de castigo eterno. Será a eterna separação da presença de Deus. Os ímpios, depois de julgados, receberão a punição da rejeição que fizeram à graça de Deus e, serão lançados no Gehenna “Lago de Fogo e Enxofre”. O salário requerido pelo pecado é a morte. A morte não é a simples cessação da existência física. Mas é uma consequência dolorosa pela prática do pecado, o seu pagamento, a sua justa retribuição. Quando morre, o pecador está ceifando na forma de corrupção aquilo que plantou na forma de pecado. “Não erreis; Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito do Espírito ceifará a vida eterna”; (Gl 6.7,8). “Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”; (Tg 1.15). A morte é sinal e fruto do pecado. O homem vive inevitavelmente dentro da esfera da morte e não pode fugir da condenação. Somente quem tem a Cristo está fora desta esfera. Somente em Cristo o homem consegue salvar-se do poder da morte eterna. Jesus não ficou preso na sepultura “sepulcro”. A morte não pode deter o dono da vida. A morte foi vencida por Cristo no Calvário. A resposta única, clara, evidente e independente de quaisquer idéias filosóficas a respeito da morte, é a Palavra de Deus revelada e pronunciada através de Cristo no Calvário. “Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós, nestes últimos dias, pelo Filho”; (Hb 1.1). Cristo é a única solução para o problema do pecado e a crueldade da morte. “Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo”; (Rm 5.17). Mas a obra de Jesus não para por aí, pois além de aniquilar o pecado, a morte também é vencida através da Sua ressurreição. A morte será aniquilada, ela é o último inimigo a ser vencido! “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão”; (Hb 2.14,15).  

     “Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. Depois, virá o fim, quando tiver entregado o Reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império e toda a potestade e força.   Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés.   Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte”; (1 Co 15.21-26). “E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo”; (Ap 20.14,15).  Um dia, nós teremos o cumprimento dessa promessa, não haverá mais o poder da morte sobre nós. Os nossos corpos serão glorificados e revestidos de imortalidade. “Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?  Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo”; (1 Co 15.53-57).


Graça & Paz. 

Rev. Dr. Carlos Andrade, Th.D.