Senhor, e deste que será?

15 de junho de 2015

Senhor, e deste que será?


     “Pedro e João subiam juntos ao templo à hora da oração, a nona”; (At 3.1).  

     Existe atualmente uma oportunidade muito grande para Satanás trabalhar em uma área excensial e delicada na vida do homem. Relacionamentos. Atingindo esta área. Satanás consegue tirar a afeição entre marido e esposa, pais e filhos, amigos, ministérios, e negócios. Nesta passagem bíblica esta contido uma situação, um fato maravilhoso. Pedro e João estarem realmente juntos e irem ao templo orar. Observaremos através da Bíblia Sagrada! Que Pedro e João no ínicio não eram amigos, e que também Pedro e João não oravam juntos. Observaremos como era a amizade destes dois grandes discípulos de Jesus. Como eles se conviviam, como eram as suas relações íntimas, a familiaridade, o convívio, o trato diário. Eles estavam a três anos servindo a Jesus Cristo, e eles se suportavam, se aguentavam. Existia uma dificuldade de relacionamento entre os dois mesmo antes deles receberem a chamada ministerial por Jesus. Naquela época eles tinham barcos separados. Era o barco de João e o seu irmão Tiago. E o barco de Pedro e o seu irmão André (1º discípulo a ser chamado por Jesus). Um barco era da família de Zebedeu e o outro barco da família dos Boanerges, eles eram rivais na pesca. Pedro e João, trouxeram esta rivalidade com eles quando estavam servindo a Jesus! Observaremos quando foi que esta rivalidade se tornou em uma verdadeira amizade! Quando esta questão foi realmente curada. Quando foi que o abraço se tornou verdadeiro, a paz do Senhor foi realmente honesta! Este capítulo 3 do Livro de Atos, esta passagem ocorreu logo após o dia de pentecoste, a qual  esta relatada no capítulo 2 do mesmo Livro. Pela 1ª vez eles conseguem sair juntos e chegarem juntos ao mesmo tempo em  algum lugar. Ocorreu ocasião em que eles sairão juntos, mas não chegaram juntos! Aconteceu ocasião em que eles estavam juntos no mesmo lugar, mas não dividiam a mesma opinião, o mesmo pensamento (como infelizmente ocorre com alguns casais nos dias de hoje). Jesus Cristo já lhes havia ensinado uma oração maravilhosa, mas Pedro e João não estavam entendendo. “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós”; (Jo 17.21). 

     Pedro e João, eles começaram juntos, começaram bem. “E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. Então, Pedro saiu com o outro discípulo, e foram ao sepulcro. E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro”; (Jo 20.1-4). Porque João correu mais rápido? Porque João chegou primeiro do que Pedro ao sepulcro? Quem ama Jesus corre mais rápido, era maior o amor de João do que o de Pedro. Quem ama chega primeiro, chega mais rápido! João correu livre, porisso ele correu mais rápido. Pedro se atrasou, porque havia negado a Jesus. Estava com medo de ve-lô ressuscitado. Pedro foi se atrasando, foi atrasando, por que ele tinha contas a acertar. Pedro talvez corria e pensava: ”Eu o neguei, se Ele ressuscitou mesmo como eu vou fazer para olhar em seus olhos”. Quem ama não trai! Tinha um peso que prendia a Pedro, um peso de culpa que impedia a Pedro de correr rápido como João. Quem não tem culpa, esta livre para chegar primeiro. João corria livre, não tinha culpa nenhuma, não tinha peso de culpa para carregar. Quem ama Jesus não tem peso de consciência porisso pode chegar primeiro. Porque tem ministros que não correm juntos contigo, ou comigo. João estava com saudades de Jesus, aqueles 3 dias pareciam ser uma eternidade para ele. Porisso chegou primeiro! Pedro teve um momento de atraso pois estava pensando. Isso foi o que lhe atrasou. Pedro gostava de João, mas não sabia demonstrar esse amor da forma correta. O amor de Pedro por João era demonstrado como se fosse ciúmes!

     “E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos. E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim (Pedro respondeu que sim, mas pensando em João. Ele sabia que dentre eles os 12, João era o que tinha mais amor), Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo (Eu te amo Jesus,mas aquele ali, aquele lá, eu vou pensar!). Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas”; (Jo 21.14-17). Por que Jesus disse na 1ª vez, apascenta os meus cordeiros, e depois Jesus diz na 2ª vez apascenta as minha ovelhas e depois na 3ª vez, Ele torna a dizer apascenta as minhas ovelhas?  Por que Ele não disse de uma só vez apascenta as minhas ovelhas? Porque a Igreja é dividida em 3/3. 1/3 de cordeiros (pastores e obreiros) e 2/3 partes de ovelhas. Pedro eu quero que você apascente a ministros e membros. Porque eu te colocarei como pastor de obreiros e como pastor de ovelhas. Você me negou três vezes, por três vezes você me provará o amor que sente por Mim neles! Enquanto Pedro estivesse preocupado com João, ele não entenderia que seria ele o líder dos discípulos na ausencia de Jesus! O que o anjo de Deus disse para Maria madalena, Salomé e a Maria mãe de Tiago no sepulcro: “Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse”; (Mc 16.7).  

     Os discípulos seguiam a Pedro: "Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Disseram-lhe eles: Também nós vamos contigo”; (Jo 21.3). Pedro estava mais preocupado com João do que com ele mesmo! Havia, existia ciúmes. E Jesus sabia disso. “E Pedro, voltando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, e que na ceia se recostara também sobre o seu peito, e que dissera: Senhor, quem é que te há de trair? Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será? Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu. Divulgou-se, pois, entre os irmãos o dito de que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?”; (Jo 21.20-23). Pedro observou a João que seguia a Jesus! “E Pedro, voltando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, e que na ceia se recostara também sobre o seu peito”; (Jo 21.20a). Existem ministros no nosso meio que esta mais preocupado com o sucesso e a desgraça do outro do que ele mesmo. Esta sempre pensando no outro. “Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será?”; (Jo 21.20b). Porque so ele, porque envia somente ele, porque so ele quem ministra? Porque so ele dirige o culto principal? Porque? Observe a resposta de Jesus: “Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu”; (Jo 21.22). Jesus foi bem claro com Pedro: Pare de pensar em João, segue-me tu? Pedro preocupe-se contigo e não com João! "Divulgou-se, pois, entre os irmãos o dito de que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?”; (Jo 21.20-23). Eles começaram a profetizar na vida de João de uma forma tão poderosa! Que quase que João não morre mesmo! Entre eles, os 12 discípulos originais, João  foi o último a morrer. Quando Pedro entendeu o valor e o sentido do relacionamento com João, e o valor de ambos para o Reino de Deus. Eles subiram juntos ao templo e curaram no Nome de Jesus aquele homem que era coxo desde o ventre de sua mãe, o qual se punha todos os dias à porta do templo chamada Formosa para pedir esmola! 

Graça & Paz.

Rev. Dr. Carlos Andrade, Th.D.