Qual é o seu ministério?

15 de fevereiro de 2015

Qual é o seu ministério?


   “E ele mesmo deu uns para Apóstolos, e outros para Profetas, e outros para Evangelistas, e outros para Pastores e Doutores querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”; (Ef 4.11,12).

    Uma igreja como organização depende de seus ministérios e ministros atuando em prol do seu desenvolvimento. A Bíblia nos relata 5 ministérios bases dentro da Igreja. Observando algumas denominações eu consigo perceber a existência das 5 funções em muitas delas. O único problema é que, na maioria das vezes, as pessoas não sabem que ali está um evangelista, um pastor, um apóstolo, um profeta ou um mestre. E às vezes, nem mesmo aqueles que o são sabem disso. Tenho pesquisado nas Escrituras e não encontrei uma passagem que diga que a Igreja tem que ser basicamente pastoral. No sentido de que todo o funcionamento do Corpo parta desse único e exclusivo ministério. Isso seria uma sobrecarga ao pastor. Para isso existem os ministérios. É óbvio, claro, patente que o pastor é essencial, mas a Igreja só se move em triunfo com o pleno funcionamento dos ministérios, debaixo do respeito e a autoridade do ministério pastoral. A falta de conhecimento dos 5 ministérios levam alguns membros das igrejas  à não respeitarem aos seus líderes como enviado de Deus. 


Por que jamais vão compreender, entender os seus temperamentos, suas visões e atitudes. Quando os membros conhecem os tipos de ministérios que há, que existem, eles mudam de atitude em relação à compreensão ao seu pastor. Assim há mais respeito ao ministério de seu líder. É importante entender que os 5 ministérios, na verdade, se resumem no ministério de Jesus. Jesus foi um apóstolo ao fundamentar a verdade, enviar seus discípulos com base nesse fundamento. Jesus foi um profeta ao liberar a voz de Deus ao homem. Jesus foi um evangelista ao realizar sinais e maravilhas que apontavam para Ele como o Messias, salvando a muitos. Jesus foi um pastor ao amar e cuidar de Suas ovelhas, alimentado-as e servindo-as. Jesus foi um mestre ao ensinar acerca das Escrituras por onde Ele passava. Também é importante ressaltar que há outras funções dentro da Igreja, além dos 5 ministérios. Há o Presbítero, Diácono, Missionário e vários outros Ministérios de Apoio, e todos estão sempre prontos para o serviço. Portanto, é importante entender que nem todos são apóstolos, profetas, evangelistas, pastores ou mestres. Todos são sacerdotes? Sim! Porém, com funções diferentes, não classificadas hierarquicamente. É fundamental que esses 5  ministérios (genericamente  homens e mulheres) sejam atuantes dentro da Igreja. Todo ministro tem três propósitos básicos: (1) Servir a Deus. (2) Servir à Igreja. (3) Servir no mundo (e não servir ao mundo). 

     O Ofício &  A Função dos 5 Ministérios na Igreja - “Eu plantei, Apolo regou: mas Deus deu o crescimento. Pelo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão, segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus”; (1 Co 3.8,9). O Reino de Deus – Tipologia de uma lavoura; Apóstolo – Planta e escolhe o local. Conhece a semente certa. Profeta – Poda e separa as plantas por tamanhos e tipos. Evangelista – Desbrava, ara e nivela a terra. Pastor– Apascenta, aduba, alimenta e controla o bom crescimento. Mestre – Coordena, rega, observa a raiz, semente e distribuição. O Reino de Deus – Tipologia de um edifício; Apóstolo – Fundamenta, escolhe e edifica sobre o fundamento. Profeta – Fiscaliza, e confere se a base da obra é a Palavra. Evangelista – Direciona os obreiros até a obra. Pastor – Gerencia a obra e a utilização dos obreiros. Mestre – Verifica se a construção esta conforme o projeto (Palavra). Autoridade Constituída - “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus. Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela.  Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus e vingador para castigar o que faz o mal. Portanto, é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra”; (Rm 13.1-7).  Quando um dos ministros dos 5 ministérios não aceita a submissão. Ou seja, não aceita a autoridade constituída. Esse ministro sedeu a tentação e sai do Corpo. A tendência deste ministro é a de abrir-se: Evidente que os 5 ministérios podem realizar tudo isso permanecendo no Corpo! Apóstolo – Movimentos não denominacional ou interdenominacional. Profeta – Conferências, intercâmbios. Evangelista – Capelas, vigílias, fundações, galpões e cruzadas. Pastor – Isolado reina na sua igreja física. Mestre – Seminários, palestras, institutos bíblicos e cursos através da internet. Nenhuma Organização fora do Corpo pode subsistir-se - Se o compromisso do ministro não for com o Corpo, em vão é o seu trabalho. Deus tem compromisso com o Corpo, e não com o indivíduo. A unção, a graça, a paz, os dons, so podem ser utilizados da forma correta pelo ministro, que esta inserido no Corpo Místico de Cristo (Igreja). Infelizmente vemos nos nossos dias, ministros sem referencial de ministérios. Muitos não têem cobertura ministerial. As vezes nem mencionam os seus ministérios de origem! A Vocação Ministerial  - “Não é o titulo ministerial que vai dizer quem o ministro é, mas o que ele é, que vai definir o seu ministério”. A Vocação – É o chamamento para uma obra especifica. Os Dons Espirituais – São as ferramentas necessárias para a execução de uma vocação. O Fruto do Espírito – É o atestado de boa conduta do cristão vocacionado.

     “O único sucesso para a ascensão ministerial se chama humildade”Podemos começar em um ministério, mas depois Deus pode mudar a unção. Até podermos alcançar (ou não) o apostolado (o apóstolo tem conhecimento de todos os ministérios). Etimologicamente o vocábulo diakoniai “diakonia” (gr); Significa “serviço” ou, o mesmo que serviços se tornam. Os ministérios são o resultado da manifestação eficiente dos ministros (não dos seus dons, ou não só de seus dons), mas inteiros no Corpo de Cristo. Dom é a capacidade recebida. Ministério é a execução desse dom. As diversidades de operações são as formas criativas de executar. Isso mostra, denota que há diferentes tipos de serviço, e que certos dons envolvem o recebimento da capacidade e poder de ajudar e assistir ao próximo. O aspecto ministerial dos dons falam do ministério do Senhor Jesus como “servo”. “Se o homem perder a noção de ser ministro para servir, ele não serve para ser ministro”. Os ministros trabalham com Deus. Os ministros são cooperadores de Deus para a construção do Edifício de Deus, a Igreja. “Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus”; (1 Co 3.8,9). “Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito”; (Ef 2.19-22). Deus irá recompensar o nosso trabalho. Aqui agora! E por toda a Eternidade! “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”; (1 Co 15.58). O Trabalho dos Membros no Corpo - A Utilização dos Dons Espirituais - É a capacidade recebida. Ex: Olhos, ouvidos, boca, mãos e pernas. Os dons são manifestações da capacitação do Espírito Santo nos membros do Corpo para proveito de todos. A Utilização dos Dons Ministeriais - É o que recebe os dons e os executa. Exemplo: Olhos olhando, ouvidos escutando, boca falando, mãos tocando e pernas andando. É o resultado da manifestação eficiente deles (não dos seus dons, e não só de seus dons), mas todos juntos e inteiros no Corpo de Cristo. As Operações dentro do Corpo - São as formas criativas de executar os dons. Exemplo: Olhos olhando, piscando e observando. Ouvidos escutando e atentos. Mãos tocando, apalpando e batendo palmas. Pernas andando, marchando e correndo. Temos três Objetivos Básicos(1) O aperfeiçoamento dos santos “dos membros”. (2) Para a obra do ministério “fazer discípulos”. (3) Para a edificação do Corpo de Cristo “terminar a obra”. 

Graça & Paz. 

Rev. Dr. Carlos Andrade, Th.D.